Se o amor fosse óbvio, seria automático. Mas não é. O amor exige:
Nós nos acostumamos a esperar que o amor funcione como um aplicativo. Queremos matches , química instantânea e confirmação constante. Se o outro não demonstra de forma óbvia que nos ama (com presentes, declarações públicas ou mensagens de bom dia), automaticamente assumimos que o amor não existe ali.
O amor não é óbvio justamente porque cada ser humano é um universo semântico diferente. Aprender a amar é aprender a traduzir.
Vivemos na era da informação instantânea. Se queremos saber a previsão do tempo, a tela do celular nos entrega a resposta em segundos. Se desejamos entender a teoria da relatividade, há um vídeo de dez minutos no YouTube que resume a genialidade de Einstein. Vivemos com a ilusão perigosa de que tudo, ou quase tudo, pode ser tornado óbvio, didático e linear.
Amor que é muito óbvio, muito público, muito ensaiado, muitas vezes esconde insegurança ou manipulação. Quem precisa provar o tempo todo que ama geralmente está tentando provar para si mesmo. O amor seguro não precisa de holofotes; ele apenas é .